quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Esses são meus cristais!

A cristalografia de raio-x pode ser definida de maneira simples como a submissão de uma partícula à uma radiação de ondas de tamanho conhecidos. 

Conhecendo o comprimento das ondas e o ângulo de difração do raio é possível determinar a possível estrutura da partícula – no caso, uma proteína cristalizada e os átomos que a compõe. 

 É uma das técnicas mais empregadas para se determinar uma proteína e sua estrutura por fornecer coordenadas em nível atômico. Contrariamente a outros métodos, não há limite para o tamanho da biomolécula a ser estudada contanto que esteja cristalizada. 

Possui alguns obstáculos que limitam o processo, como a super expressão da proteína, em que pode ocorrer a modificação pós-tradução não natural. As proteínas podem sofrer folding incorreto gerando corpos incrustados ou agregados insolúveis. A radiação utilizada na difração de raios-x pode danificar as amostras por aquecimento. 

Os equipamentos são muito específicos, portanto, caros!!

A cristalografia de raio-X de proteínas cristalizadas consiste em 4 etapas: 
1)obtenção da proteína:seleção, expressão e purificação; 
2)cristalização das proteína; 
3)difração de raio-X da amostra cristalizada; 
4)coleta e análise de dados.

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